sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Sociedade Feudal

No feudalismo, a posse da terra era o critério de diferenciação dos grupos sociais, rigidamente definidos: de um lado, os senhores, cuja riqueza provinha da posse territorial e do trabalho servil; de outro, os servos, vinculados à terra e sem possibilidade de ascender socialmente. A esse tipo de sociedade, estratificada, sem mobilidade, dá-se o nome de sociedade estamental.

Assim, a sociedade feudal era composta por dois estamentos, ou seja, dois grupos sociais com status fixo: os senhores feudais e os servos. Os servos eras constituídos pela maior parte da população camponesa, vivendo como os antigos colonos romanos – presos à terra e sofrendo intensa exploração. Eram obrigados a prestar serviços ao senhor e a pagar-lhe diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar.

Embora a vida do camponês fosse miserável e ele se submetesse completamente ao senhor, a palavra escravo seria imprópria para designar sua condição, uma vez que o servo achava-se ligado à terra, não podendo ser dela retirado para ser vendido. Assim, quando um senhor entregava sua terra a outro, o servo apenas passava a ter um novo amo, permanecendo, contudo, na mesma tenência. De certo modo, isso lhe dava alguma segurança, pois, ao contrário do escravo, o servo podia sempre contar com um pedaço de terra para sustentar sua família, ainda que precariamente.

De maneira geral, clero, nobreza e servos eram os grupos definidores da hierarquia feudal, havendo, entretanto, alguns grupos sociais menores, cujo referencial era estabelecidos entre senhores e servos. Nesses grupos encontram-se os vilões, antigos proprietários livres, embora permanecessem ligados a um senhor. Na realidade, eram servos com menos deveres e mais liberdades, com obrigações quase sempre bem-definidas e que não poderiam ser aumentadas segundo a vontade do senhor.

A terra tinha grande importância na época feudal, em decorrência da escassez de moeda e de outras formas de riqueza. Assim, estimulou-se a prática de retribuir serviços prestados com a concessão de terras. Os nobres que as cediam eram os suseranos e aqueles que as recebiam tornavam-se seus vassalos.

Um cerimonial (Homenagem) acompanhava a concessão do feudo (beneficium), ocasião em que o vassalo jurava fidelidade ao suserano, comprometendo-se a acompanhá-lo nas guerras, assim como suserano jurava, em reciprocidade, proteção ao vassalo. Enfim, suserano e vassalo assumiram compromissos de ajuda e consulta mútua (auxilium e consilium).

As Guerras

A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. A residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

Educação, artes e cultura

A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.

Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

Vejam o Vídeo sobre a Sociedade Feudal:

Vídeo 02


Referências:

VICENTINO, Cláudio. História Geral. Ed. atual. e ampliada. São Paulo: Scipione, 1997


domingo, 20 de fevereiro de 2011

EGITO ANTIGO

Baixo e alto Egito

Observando o mapa acima, percebemos que o rio Nilo deságua no mar Mediterrâneo e sua foz tem forma de um delta. Essa região, situada no norte da África, ficou conhecida como Baixo Egito. Ali se encontravam as terras mais férteis, devido à grande quantidade de água rica em detritos orgânicos despejados no delta do rio.

A partir da cidade de Mênfis no sentido sul, ficava o Alto Egito. Nessa região, os solos férteis concentravam-se na estreita faixa de terra às margens do Nilo. Era chamada de “terra preta”, devido à cor mais escura resultante de húmus, terra com grande quantidade de matéria orgânica em decomposição. Os solos além dessa faixa eram áridos e conhecidos como “terra vermelha”.

A fertilidade do Nilo e as obras hidráulicas

Assim como ocorria na Mesopotâmia, no período das cheias, as águas do rio Nilo inundavam as terras de suas margens e depositavam ali uma rica camada de húmus. Quando o rio retornava ao seu nível normal, o solo que tinha sido inundado estava fertilizado e propício para o cultivo.

Devido à fertilidade que essas inundações periódicas traziam ao solo, a população do Egito antigo se concentrava às margens do Nilo. Por isso, a região por onde esse rio passa pode ser comparado a um oásis, ou seja, uma área fértil que possibilita o desenvolvimento da agricultura em meio à aridez de um deserto. O deserto em torno dele servia como uma proteção ou barreira natural, que dificultava o ataque de inimigos à região. Se insistissem, teriam de enfrentar o calor, as tempestades de areia e a falta de água. Muitos invasores conseguiram, mas a tarefa não era fácil.

Os egípcios construíram inúmeros canais de irrigação para levar as águas do Nilo até as áreas afastadas de suas margens. Também ergueram diques para armazenar a água que consumiam na época das secas e barragens para proteger suas moradias quando as inundações eram muito fortes.

A fertilidade do solo propiciada pelas cheias e vazantes do rio permitiu aos egípcios antigos desenvolverem uma agricultura diversificada, produzindo trigo, cevada, linho e uva. O trabalho agrícola marcava a vida dessa civilização e a arte egípcia registrou diversos momentos desse trabalho. Plantas, aves, cenas de cultivo, caça e pesca também eram comuns nas pinturas egípcias.

PERÍODOS DA HISTÓRIA EGÍPCIA

A história do Egito divide-se em três fases: o Antigo Império; Médio Império e o Novo Império. Ao longo desses três períodos, o Egito atingiu o apogeu. Porém, a partir do século VII a.C. o Egito foi invadido por vários povos e perdeu o seu antigo esplendor. A seguir, uma rápida explanação sobre cada período.

ANTIGO IMPÉRIO (3200 a.C. – 2100 a. C.)

Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura; são desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.

As pirâmides eram túmulos dos faraós. Para o seu interior era levada grande quantidade de objetos que pertenciam ao soberano, como móveis, jóias e outros objetos preciosos.

Durante o Antigo Império, o faraó conquistou amplos poderes. Isso acabou gerando alguns conflitos: os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos não aceitaram a situação e procuraram diminuir o poder do faraó. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado.

MÉDIO IMPÉRIO (2100 a.C. – 1580 a.C.)

Durante o Médio Império, os faraós reconquistaram o poder político no Egito. A capital passou a ser Tebas.

Nesse período, conquistas territoriais trouxeram prosperidade econômica. Mas algumas agitações internas voltariam a enfraquecer o império, o que possibilitou, por volta de 1750 a.C., a invasão dos hicsos, povo nômade de origem asiática. Os hicsos permaneceram no Egito cerca de 170 anos.

NOVO IMPÉRIO (1580 a.C. – 715 a.C.)

O período iniciou-se com a expulsão dos hicsos e foi marcado por numerosas conquistas territoriais. Em seu final ocorreram agitações internas e outra onda de invasões. Devido ao enfraquecimento do Estado, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos assírios (670 a.C.), persas (525 a.C.), gregos (332 a.C.) e romanos (30 a.C.)

Vejam maiores detalhes no site: http://www.sohistoria.com.br/ef2/egito/p2.php

Assistam ao documentário referente, Os Anos de Glória do Antigo Egito:

Referência Bibliográfica:

COTRIM, Gilberto. Saber e fazer história: história geral, 6º ano: primeiras sociedades. 5Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Introdução aos Estudos Históricos


Para que estudar História?

O estudo de História pode ter várias finalidades. Por exemplo:

O Brasil é um país marcado pela desigualdade social. O estudo da História do Brasil pode ampliar nossa consciência para participar da tarefa de construir uma sociedade mais justa, com menos desigualdade entre as pessoas, independentemente de idade, sexo, origem, cor de pele e religião.
A História interpreta as experiências humanas ao longo do tempo nos diferentes espaços. Um dos objetivos é adquirir consciência do que fomos e, assim, transformar o que somos naquilo que queremos ser.

História e historiadores

Quem se interessa em pesquisar e ensinar História ou escrever sobre ela é chamado de historiador. Em seu trabalho, o historiador escolhe os assuntos que quer pesquisar. Esses assuntos podem incluir tanto a ficção quanto as histórias vividas por uma pessoa ou um grupo.
Os historiadores não produzem um conhecimento absoluto ou total. O conhecimento produzido por ele é seletivo e limitado. Seletivo porque cada um escolhe o tema que deseja pesquisar e o modo como vai estudá-lo. Limitado porque, por mais ampla que seja a pesquisa, ela sempre se refere a uma parte do todo.

Conhecer é uma tarefa que nunca tem fim.

Documentos históricos ou fontes históricas

Em suas pesquisas os historiadores usam várias fontes ou vários tipos de documentos para se informar sobre ideias e realizações das pessoas de diferentes épocas e lugares.

Os historiadores reúnem as informações dos documentos para saber o que, ao longo do tempo, provocou mudanças, seja na economia, seja nas artes, na política, na maneira de pensar, ou nas formas de ver e de sentir o mundo. Mas eles também estudam as permanências, ou seja, aquilo que não se alterou mesmo quando muitas mudanças ocorreram – como ruas e bairros da cidade que não se modificaram, ou ainda maneiras de realizar certos tipos de trabalho como se fazia vinte ou cinquenta anos antes, por exemplo.
Os documentos ou fontes podem ser escritos ou não. Dentre os escritos estão as cartas, letras de canções, livros, jornais, revistas e documentos oficiais.

Já as fontes ou os documentos não escritos podem ser pinturas, esculturas roupas, armas, músicas, filmes, fotografias, utensílios e objetos variados, construções etc. Também é fonte histórica não escrita o relato de pessoas (idosos, jovens, gente famosa, gente comum), contando aspectos de suas vidas. Esses relatos, colhidos geralmente em entrevistas gravadas pelo historiador, registram as lembranças e ajudam a ampliar a compreensão de um passado recente ou da história que está sendo construída hoje. É que chamamos de história oral.
A Importância das fontes históricas

Até pouco tempo atrás, as fontes escritas eram consideradas as únicas possíveis para as pesquisas. Hoje, porém, várias fontes não escritas também são utilizadas, pois os historiadores entenderam que elas são registros igualmente importantes da vida dos seres humanos. Isso representa uma mudança no modo de trabalhar dos historiadores.

Ao analisar as fontes, o historiador pode conseguir várias informações. De um recibo de compra ou venda de escravo, por exemplo, pode-se obter pelo menos uma informação básica: enquanto houve escravidão no Brasil, escravos (homens, mulheres e crianças) podiam ser negociados como mercadorias. Além disso, pode-se saber como se chamava a moeda do país naquela época. Já no caso de uma máscara indígena, pode-se saber o tipo de material utilizado e as técnicas empregadas pelos artesãos do povo que produziu.

Assistam ao vídeo do Telecurso - Parte 01:

Parte 02:


Referências:

COTRIM, Gilberto. Saber e fazer história: primeiras sociedades, Antiguidade e Idade Média. 5ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

sábado, 15 de janeiro de 2011

OS AFRICANOS

(Bambara - SENEGAL)

Por mais óbvia que pareça, deve ser levantada a seguinte indagação: o que entendemos por africanos? A resposta é imediata: Os habitantes da África. O problema, entretanto, permanece, pois não esclarece o que entendemos por habitantes da África. É necessário qualificar um pouco essa resposta para que não caiamos nas simplificações tentadoras. Devemos insistir que estamos falando de seres humanos vivendo em sociedade. Assim, são iguais a todos os demais homens e mulheres deste planeta. Por outro lado, como vivem em sociedade, criam padrões comportamentais, linguísticos, culturais, alimentares, religiosos, de honra, de virilidade, de tabus etc. E são estes padrões que nos interessam entender, pelo menos no que diz respeito à lógica que permitiu sua transformação através do tempo. Decorre disso um problema. “Africano” nos sugere, a princípio, uma ideia de unidade e um padrão próprio dos habitantes do território identificado como África; mas o que nos interessa é a diversidade que se esconde por trás dessa aparente mesmice. Se podemos tratar a todos sob um mesmo rótulo – africanos, certamente a diversidade dos modos de vida e cultura não pode, nem deve, ser desconsiderada. A denominação não pode ofuscar diferenças substantivas.

“Negros” não correspondem a uma descrição exata dos nativos do continente, por dois motivos. Primeiro, porque tal título joga luz em aspectos físicos, ou melhor, na aparência, o que mantém o foco no quadro da natureza e não da sociedade. E, em segundo lugar, porque nem todos são negros. Há que se considerar as diferenças existentes entre os povos do norte (berberes e mouros) e os do sul, abaixo do deserto do Saara. Acrescente-se a isso o fato de que após séculos de dominação colonial, as presenças de outros fenótipos também se fazem presentes em decorrência da miscigenação. Assim, encontramos africanos – na medida em que nasceram no continente e se sentem parte do mesmo – negros, mestiços e até brancos. A cor da pele não nos parece um critério válido para definir a identidade dos indivíduos, nem sua inserção social e cultural.


Por mais que seja justificada a apreensão dos povos sob o mesmo nome de “africanos”, não podemos nunca esquecer de que esses povos instituíram diferentes padrões sociais, viveram e vivem histórias diferentes, por mais que tenha havido trocas entre eles. E mesmo fisicamente estes povos não são idênticos. A ideia de uma unidade dos povos que habitavam o continente é tardia quando no século XIX inaugura-se um discurso pan-africano que via os africanos “como sendo um único povo (...) como uma unidade política natural” (APPIAH, 1997). Para os habitantes do continente não havia os “africanos”: as identidades existentes tinham como referência os grupos imediatos e locais. Só após os contatos com os povos dos outros continentes, especialmente os europeus, é que foi sendo construída a ideia de “africanos”.



Mapa da África

No primeiro momento, esta “identidade” foi estabelecida pelo europeu a partir de um duplo desconhecimento. De um lado, ignoraram as diferenças entre os povos que encontraram, tantando-os como únicos, pois possuíam a mesma aparência de negros. Como disse Darcy Ribeiro em sua obra O POVO BRASILEIRO, sobre a diversidade linguísticas dos povos africanos:

A África era, então, como ainda hoje o é, em larga medida, uma imensa Babel de línguas. Embora mais homegêneos no plano cultural, os africanos variavam também largamente nessa esfera. Tudo isso fazia com que a uniformidade racial não correspondesse a uma unidade linguístico-cultural, que ensejasse uma unificação (...). (RIBEIRO, 2006)

Mesmo quando sabiam que tratavam com povos diferentes, como no caso do tráfico de escravos, insistiam em tratar todos sob o rótulo comum de “negros” ou africanos. Duas denominações que tinham a propriedade de reduzir os seres humanos concretos a categorias indicadoras da origem ou da aparência. A Segunda ignorância que orientou essa simplificação foi a de negar a humanidade daqueles povos. Ao não se reconhecer nos povos africanos, o europeu, que se supunha ser a essência da humanidade e da civilização, negou a humanidade daqueles bípedes de pele negra. Entendia que os negros eram mais um elemento da natureza africana, semelhante aos bichos e rios.

Assistam ao vídeo aula. A África antes do século XV

Nesta teleaula você constará que nem sempre as imagens que chegam até nós falando da África refletem a complexidade e a riqueza da sua História. Aprenderá que este continente é considerado o berço da humanidade, pois, ali, os primeiros humanos começaram a migrar e povoar a Terra. Além disso, verá que a África produziu povos e civilizações de grande importância cultural e econômica que marcaram a Antiguidade, como o Egito, o reino de Kush e a cidade de Cartago.

Vídeo:


Vídeo 02:

Referência Bibliográfica


APPIAH, K. Na casa do meu pai. Rio de Janeiro: Contrapondo, 1997, p. 22
ARNAUT, Luiz. LOPES, Ana Maria. História da África: uma introdução. Belo Horizonte: Crisálida, 2005.
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Internet:

Acesso em 15/01/2010 <http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica>

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O ORIENTE MÉDIO

A região que compreende o Oriente Médio está localizada na porção oeste do continente asiático, conhecida como Ásia ocidental. Possui extensão territorial de mais de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, com população estimada de 260 milhões de habitantes. É composta por 15 países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia.

Atividades Econômicas:

O petróleo é o principal produto responsável pela economia dos países do Oriente Médio. Nessa região está localizada a maior concentração mundial dessa fonte energética (aproximadamente 65% de todo o petróleo mundial). Essa grande quantidade de petróleo, aliada a fatores econômicos e políticos, criou as condições para a formação, em 1960, de um dos mais importantes cartéis do mundo atual, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Outra atividade econômica importante no Oriente Médio é a agropecuária. Por ser realizada dominantemente de forma tradicional, com uso de pouca tecnologia e mecanização, essa atividade incorpora cerca de 40% da população economicamente ativa. O predomínio de climas áridos e semiáridos na região é bastante prejudicial para o desenvolvimento dessa atividade econômica.

A atividade industrial no Oriente Médio apresenta pouca expressividade. Nos países petrolíferos, há a existência de refinarias e petroquímicas. Outras indústrias se relacionam aos setores mais tradicionais, como o têxtil e o alimentício.

O turismo é outra atividade que vem apresentando importância para alguns países do Oriente Médio, a exemplo de Israel e Turquia (que recebem cerca de 2,5 milhões de turistas por ano).

Religiões:

No Oriente Médio, aproximadamente 292 milhões de pessoas (92% da população) são muçulmanas. A maioria pertence às seitas sunita e xiita (sugeridas logo após a morte do profeta Maomé, em 632 d.C.). Há grupos menores de mulçumanos, como os drusos e os alauítas.
Em Caaba, onde está depositada a Pedra Negra que, desde tempos imemoriais, se acredita ter sido trazida do céu pelo Arcanjo Gabriel, e todos os ídolos tribais.

A região abriga ainda cerca de 13 milhões de cristãos, muitos de igrejas árabes, como a copta ou a maronita, que estão entre as mais antigas do cristianismo. Além disso, também vivem no Oriente Médio cerca de 6 milhões de judeus, quase todos em Israel. A migração desses deu-se em ondas, originárias primeiro da Europa e, depois, de todo o mundo. Por isso, no Estado judeu encontram-se inúmeros grupos étnicos cujas culturas, tradições, orientações políticas e práticas religiosas variam muito e são livremente expressas.

Política - Conflitos

A região do Oriente Médio é uma das áreas mais conflituosas do mundo. Diversos fatores contribuem para esse fato, entre eles: a sua própria história; origem dos conflitos entre árabes, israelenses e palestinos; a posição geográfica, no contato entre três continentes; suas condições naturais, pois a maior parte dos países ali localizados são dependentes de água de países vizinhos; a presença de recursos estratégicos no subsolo, caso específico do petróleo; posição no contexto geopolítico mundial.

As fronteiras das novas nações, definidas de acordo com interesses europeus, não consideraram a história e as tradições locais, consequentemente vários conflitos ocorreram e continuam ocorrendo no Oriente Médio.
Os novos Estados árabes – Iraque, Kuwait, Síria, Líbano, Jordânia – brigaram por recursos naturais e território. O conflito mais grave ocorreu na Palestina, para onde, até o fim da Segunda Guerra, havia migrado meio milhão de judeus. Quando foi criado o Estado de Israel, cinco países árabes atacaram, na primeira das seis guerras entre árabes e israelenses.

Jerusalém:
Os cartógrafos medievais situavam Jerusalém no centro do mundo e, para muita gente, a Cidade Velha continua a ser assim considerada. Para os Judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, é o local mais sagrado de todos. Acima dele está o Domo da Rocha, o terceiro local mais importante no islamismo, de onde Maomé subiu aos céus. A poucos quarteirões dali, a Igreja do Santo Sepulcro assinala o local tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus. Israel reivindica a cidade como sua capital eterna; já os palestinos a querem como capital de seu Estado.

Veja a situação dos Cristão no Oriente Médio:


E a expansão do Islamismo no Blog:

Assistam ao vídeo explicativo, sobre os Conflitos no Oriente Médio:

domingo, 24 de outubro de 2010

Brasil Redemocrático - 1985-1989

A redemocratização de 1985 manteve a tradicional marca histórica brasileira de se fazer a instalação de uma nova ordem política sem que fossem destronadas as elites da véspera. Foi assim na independência política de 1822, na instalação do regime republicano de 1889, na Revolução de 1930, de democratização de 1945 e, novamente, em 1985. Esse padrão incluía uma significativa mudança política sem que ocorresse a ascensão de uma nova classe social ao poder. Pelo contrário, as novas forças emergentes compunham-se com os interesses dos velhos grupos que antes exerciam direta ou indiretamente o comando nacional.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney.

José Sarney assume a presidência do Brasil com uma economia falida, utilizou dos seus planos econômicos como o Cruzado, Plano Sarney e entre outros, que nada funcionou, levando os brasileiros a uma miséria não conhecida de muitos. Só aqueles que viveram naquela época entendem o que foi na verdade os problemas econômicos do Brasil na Era Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.

A Constituição Federal de 1988 assegurou diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais, permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. Para demonstrar a mudança que estava havendo no sistema governamental brasileiro, que saíra de um regime autoritário recentemente, a constituição de 1988 qualificou como crimes inafiançáveis a tortura e as ações armadas contra o estado democrático e a ordem constitucional, criando assim dispositivos constitucionais para bloquear golpes de qualquer natureza.

E por fim, tivemos finalmente, depois de mais de 25 anos, o povo brasileiro volta a votar em presidente da república, infelizmente, conduzido pelos meios de comunicações o povo acabou votando no homem “errado”. Aquele que deveria ser o nosso caçador de marajá, na numa mais foi do que um mero político, como tantos outros políticos levou o Brasil apara mais uma crise.

Assim sendo, as eleições de 1989 foram as primeiras desde 1960 em que os cidadãos brasileiros aptos a votar escolheram seu presidente da república. Por serem relativamente novos, os partidos políticos estavam pouco mobilizados e vinte e duas candidaturas à presidência foram lançadas. Essa quantidade expressiva de candidatos mantém o recorde de eleição presidencial com mais candidatos. Foi também a primeira eleição na qual uma mulher disputou o posto mais elevado da República – Lívia Maria do Partido Nacionalista (PN). Como nenhum candidato obteve a maioria absoluta dos votos válidos, isto é, excluídos os brancos e nulos, a eleição foi realizada em dois turnos, conforme a então nova lei previa. O primeiro foi realizado em 15 de novembro de 1989, data que marcava o centésimo aniversário da proclamação da República, e o segundo em 17 de dezembro do mesmo ano. Foram para o segundo turno os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, e Fernando Collor de Mello, da coligação encabeçada pelo hoje extinto Partido da Reconstrução Nacional.




Vídeo 02: